domingo, 16 de setembro de 2007

VITóRIA DE TIRAR O FôLEGO


Da redação
João Marcos Dias
O Cruzeiro venceu o Atlético-MG, por 4 x 3, na tarde deste domingo, no Mineirão, em jogo dos mais disputados entre os rivais nos últimos anos. O clássico válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro teve duas viradas no placar, times entregues ao ataque, discussão, jogador expulso e muita emoção para os mais de 40 mil torcedores que foram ao estádio.

O resultado marca uma reabilitação para o Cruzeiro, que havia perdido na quarta-feira para o Flamengo. O time celeste chega a 48 pontos ganhos, permanece na vice-liderança da competição e abre seis pontos para o Santos, terceiro colocado com 42.

Os gols celestes foram marcados por Roni (2) e Guilherme (2), dois em cada tempo. O Cruzeiro fez 2 x 0 e sofreu o empate ainda no primeiro tempo. O Atlético-MG virou na segunda etapa, até que Kerlon e Guilherme entraram em campo para decidir a partida.
O roteiro deste grande jogo foi muito parecido com o clássico do primeiro turno, vencido por 4 x 2. Em 24 de junho, o Cruzeiro abriu vantagem, sofreu o empate e o rival teve um pênalti a favor. Ao contrário daquela oportunidade, quando Gatti defendeu a cobrança de Marcinho, desta vez o rival converteu. De novo com participação de Guilherme, o time celeste fechou com mais dois gols.

As escalações só foram conhecidas minutos antes da partida. O Cruzeiro não teve o atacante Alecsandro, vetado devido a um incômodo no tornozelo direito. Roni formou dupla com Marcelo Moreno no ataque. O zagueiro Thiago Heleno se recuperou de uma conjuntivite e confirmou presença no clássico.

O meia Maicosuel foi mantido no meio-campo pelo técnico Dorival Júnior e o atacante Guilherme ficou como opção no banco de reservas. O lateral-direito Mariano e o volante Luís Alberto substituíram Jonathan, lesionado, e Ramires, suspenso.

Já o Atlético-MG voltou a ser armado no esquema 4-4-2, com Vinícius e Leandro Almeida na zaga. Thiago Carpini e Gérson foram escalados na cabeça de área e o atacante Danilinho, recuperado de fadiga muscular, confirmou presença no clássico.

O Cruzeiro começa a pensar agora na partida do próximo domingo, às 18h 10, contra o Vasco, em São Januário. Os jogadores terão folga na segunda-feira e voltarão a treinar na manhã de terça-feira, na Toca da Raposa II.
O jogo

Os rivais mineiros disputaram um clássico que honrou a tradição. Foi um jogo nervoso, truncado, mas ainda assim bem disputado e com muitos gols. No ímpeto de aplicar uma forte marcação, foram cometidas 26 faltas na primeira etapa, 14 delas pelo Cruzeiro. Não por acaso, três dos quatro gols anotados na primeira etapa foram em jogada de bola parada.

Cada equipe teve seu momento nos primeiros 45 minutos, que terminou empatado em 2 x 2. O Cruzeiro, que começou melhor, finalizou quatro vezes, três delas com precisão. Já o Atlético-MG reagiu a partir dos 25 min e efetuou nove chutes a gol, quatro certeiros.

O Cruzeiro explorou as jogadas de linha de fundo e teve a primeira chance de gol aos 7 min, depois que o meia Maicosuel desceu pela direita e cruzou a bola na área. O atacante Marcelo Moreno e esticou e, quase sem ângulo, chutou para a defesa de Édson.

O gol saiu logo depois, aos 11 min, em jogada pelo lado esquerdo. O lateral Fernandinho fez bom passe para Roni. O camisa 9 invadiu a área, enganou a marcação fingindo procurar Marcelo Moreno na área e chutou cruzado para fazer Cruzeiro 1 x 0.

O time celeste cresceu e se impôs ao adversário. O segundo gol saiu após jogada de Maicosuel, que avançou pela direita, driblou Thiago Feltri e acabou derrubado na área. O árbitro Evandro Rogério Roman marcou pênalti, convertido aos 24 min, Roni. O atacante mostrou sangue frio para deslocar o goleiro, acertar o canto esquerdo e fazer 2 x 0.

A partir daí, o Atlético-MG reagiu e equilibrou o clássico. Aos 30 min, o lateral-direito Coelho acertou um forte chute em cobrança de falta da intermediária. Fábio espalmou, mas a bola acertou a trave esquerda e sobrou para o volante Gérson, que fez 2 x 1.

O segundo gol do rival saiu aos 37 min. O meia Marcinho cobrou escanteio pelo lado esquerdo, o atacante Marcinho se antecipou à defesa e cabeceou para anotar 2 x 2.

As equipes voltaram sem alterações para a segunda etapa e a partida seguiu eletrizante. Desta vez, o jogo foi á e cá, cheio de alternativas. O Cruzeiro foi quem chegou primeiro, em cobrança de falta de Fernandinho aos 4 min. Roni cabeceou e a bola passou à esquerda do gol de Édson, com perigo.

O Atlético-MG respondeu aos 10 min, em contra-ataque rápido puxado por Thiago Feltri. O lateral lançou Marcinho, que dividiu com Fábio e caiu na área. Evandro Rogério Roman marcou pênalti, convertido por Marinho aos 12 min. O adversário fez 3 x 2, porém o Cruzeiro não desistiu e teve forças para reagir.

Logo após o gol, Dorival Júnior colocou o meia Kerlon e o atacante Guilherme nas vagas de Wagner e Marcelo Moreno. A substituição deu resultado e o empate não demorou a sair. O Foquiha roubou uma bola na intermediária e efetuou o lançamento. Guilherme recebeu e, de fora da área, chutou rasteiro, no canto direito para marcar 3 x 3 no placar, aos 16 min.

O jogo seguiu equilibrado, com lances de perigo de lado a lado. Até que o Cruzeiro virou o placar. Aos 32 min, Roni recebeu na área, girou e chutou forte. Édson espalmou a bola encontrou Guilherme, que não teve trabalho para fazer Cruzeiro 4 x 3.

Logo na seqüência, Kerlon levantou a china azul com o famoso "drible da foca", na ponta direita, e foi derrubado por Coelho, com um forte empurrão. O lateral foi expulso e o lance desencadeou um desentendimento entre os atletas que paralisou o jogo por dois minutos. O ritmo do jogo permaneceu o mesmo até o apito final e o time celeste garantiu a vitória.
ATLÉTICO-MG 3 X 4 CRUZEIRO

Motivo: 26ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 16/09/2007 (domingo)
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Público: 40.697 pagantes
Renda: R$ 757.675,00
Gols: Roni, aos 11 min e aos 24 min, Gérson, aos 30 min e Marinho, aos 37 min do primeiro tempo; Marinho, aos 12 min e Guilherme, aos 16 min e aos 32 min do segundo tempo
Atlético-MG
Edson, Coelho, Leandro Almeida, Vinícius e Thiago Feltri (Vanderlei); Thiago Carpini, Gérson, Marcinho, Danilinho; Éder Luís (Lúcio) e Marinho
Técnico: Emerson Leão

Cruzeiro
Fábio; Mariano, Emerson, Thiago Heleno e Fernandinho; Luís Alberto, Charles, Wagner (Kerlon) e Maicosuel (Jardel); Roni e Marcelo Moreno (Guilherme)
Técnico: Dorival júnior

Cartões amarelos: Vinícius, Danilinho, Éder Luís e Coelho (Atlético-MG); Luís Alberto e Fábio (Cruzeiro)
Cartão vermelho: Coelho (Atlético-MG)

(Esse material está liberado para reprodução. Os órgãos de imprensa devem citar o Site Oficial do Cruzeiro como a fonte da informação).

sábado, 15 de setembro de 2007

RIVALIDADE EM CAMPO


Da Toca II
João Marcos Dias
O Cruzeiro disputa neste domingo, a partir das 16h, o último clássico do ano contra o Atlético-MG. O jogo válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro é tido como decisivo pelos eternos rivais e o retrospecto de 2007 só vem a comprovar isso. Os enfrentamentos anteriores marcaram reações das equipes em diferentes competições.

O time celeste vai a campo como vice-líder do Campeonato Brasileiro, com 45 pontos ganhos, e na expectativa de esquentar a disputa pelo título com o São Paulo. Já o Atlético-MG aparece na 13ª colocação, com 32 pontos.

A situação era muito diferente quando as equipes se enfrentaram no primeiro turno, em 24 de junho, pela sétima rodada. O Cruzeiro aparecia em posições intermediárias na classificação e o Atlético-MG beirava a zona de classificação para a Copa Libertadores.

A vitória por 4 x 2 foi a primeira do Cruzeiro mo Mineirão no Campeonato Brasileiro e marcou o início de uma arrancada fulminante que o levou à vice-liderança. O rival, por sua vez, não manteve o ritmo de antes e se afastou das primeiras colocações.

Situação parecida havia ocorrido no Campeonato Mineiro, mas com papéis invertidos. O Cruzeiro liderava a competição e o Atlético-MG ocupava a lanterna antes do clássico da quarta rodada do Campeonato Mineiro, em 10 de fevereiro. Pois a vitória por 3 x 1 do rival teve o efeito de levantar o adversário, que acabou com o título da competição.

O técnico Dorival Júnior só participou do clássico do turno do Brasileiro e rapidamente aprendeu do que é capaz a velha rivalidade mineira. Ele sabe que o confronto é decisivo para o Cruzeiro, especialmente após a derrota de quarta-feira para o Flamengo.

"Esse é um jogo decisivo. Não podemos errar e precisamos ter a consciência do que representa o adversário. Vamos tentar a todo custo uma recuperação, já que uma derrota como essa acaba criando uma situação muito incômoda e que tem de mexer muito com o nosso grupo. Temos que resgatar o quando antes essa alegria de jogar", comentou.

O próprio treinador será um reforço para o Cruzeiro no domingo. Depois de ser impedido de treinar a equipe nos últimos cinco jogos, Dorival está apto a comandar a equipe do túnel. Ele foi absolvido da expulsão do jogo contra o Botafogo e se livrou da suspensão imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em primeira instância.

Dorival não gostou do comportamento da equipe nas últimas três partidas: derrotas para Juventude (0 x 1) e Flamengo (1 x 3) e vitória sobre o Grêmio (2 x 0). Isso, porém, não abala a confiança que ele deposita no elenco celeste.

"As últimas três partidas não foram do agrado em termos de produção. Deixamos a desejar e não aproveitamos uma chance muito grande de encostarmos no líder da competição e solidificarmos a segunda colocação. Mas eu ainda tenho uma fé muito grande que essa equipe vai responder à altura e crescer no momento oportuno", afirmou.

Times

O mistério é a tônica no que se refere às escalações de Cruzeiro e Atlético-MG no domingo. Pelo lado celeste, Dorival Júnior aguarda a recuperação do atacante Alecsandro, que acusou um incômodo no tornozelo direito durante a semana. Roni está de sobreaviso. Outra mudança pode ser a entrada do atacante Guilherme no lugar do meia Maicosuel.

O treinador também não confirmou quem serão os substitutos do lateral-direito Jonathan, lesionado, e do volante Ramires, suspenso. Tudo indica, porém, que eles serão substituídos por Mariano e Luís Alberto. Ângelo e Fernando correm por fora.

No Atlético-MG, a dúvida é sobre a participação do atacante Danilinho, que sofre de fadiga muscular e pode ser substituído pelo meia Lúcio. Sem os volantes Xaves e Bilu, suspensos, e Rafael Miranda e o meia Marquinhos, contundidos, o volante Thiago Carpini deve estrear, enquanto Marcinho e Marinho podem voltar à equipe.
ATLÉTICO-MG X CRUZEIRO

Motivo: 26ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 16/09/2007 (domingo)
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Horário: 16h
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Transmissão: Pay-per-view
Atlético-MG
Edson, Coelho, Leandro Almeida, Vinícius e Thiago Feltri; Thiago Carpini, Gérson, Marcinho, Danilinho (Lúcio); Éder Luís e Marinho
Técnico: Emerson Leão
Cruzeiro
Fábio; Mariano, Emerson, Thiago Heleno e Fernandinho; Luís Alberto, Charles, Wagner e Maicosuel (Guilherme); Alecsandro (Roni) e Marcelo Moreno
Técnico: Dorival júnior
(Esse material está liberado para reprodução. Os órgãos de imprensa devem citar o Site Oficial do Cruzeiro como a fonte da informação).

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

CRUZEIRO é DERROTADO NO RJ



Da redação
João Marcos Dias

O Cruzeiro não teve uma grande noite nesta quarta-feira e perdeu para o Flamengo por 3 x 1 no Maracanã. O jogo foi válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, e havia sido adiado para a realização dos Jogos Pan-Americanos. O resultado mantém inalterada a posição do time celeste na competição.

A equipe permanece na vice-liderança, com 45 pontos ganhos, a nove do São Paulo, primeiro colocado com 54. O Santos aparece em terceiro, com 42. A campanha do Cruzeiro registra agora 14 vitórias, três empates e oito derrotas, com 60% de aproveitamento.

O Cruzeiro entrou em campo com três atletas que estiveram ausentes na vitória sobre o Grêmio. O lateral-direito Jonathan e o zagueiro Emerson retornaram de suspensão e o meia Wagner se recuperou de desgaste físico. O desfalque foi o atacante Marcelo Moreno, a serviço da seleção da Bolívia. Roni entrou em seu lugar.

O Flamengo, por sua vez, não teve o meia Roger, afastado para fazer um trabalho de recondicionamento físico. O companheiro de posição Ibson desfalcou o time por conta de um problema no tornozelo direito. Toró foi o único armador escalado no meio-campo.

O time celeste não teve um bom primeiro tempo e foi para o intervalo com desvantagem de 1 x 0, gol do lateral-direito Léo Moura. O Flamengo ampliou com Souza na segunda etapa e o Cruzeiro reagiu, através do atacante Guilherme. Mas Obina decretou a derrota por 3 x 1.

O time celeste se prepara agora para o clássico de domingo, às 16h, contra o Atlético-MG, no Mineirão. O jogo será válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FLAMENGO 3 X 1 CRUZEIRO

Motivo: 16ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 12/09/2007 (quarta-feira)
Local: estádio Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Público: 11.640
Renda: R$ 162.679,00

Gols: Léo Moura, aos 27 min do primeiro tempo; Souza, aos 20 min, Guilherme, aos 37 min, e Obina, aos 43 min do segundo tempo

Flamengo
Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano (Tiago Sales), Ronaldo Angelim e Juan; Rômulo, Jaílton, Cristian e Toró (Obina); Renato Augusto (Léo Medeiros) e Souza.
Técnico: Joel Santana

Cruzeiro
Fábio; Jonathan (Luís Alberto) (Guilherme), Emerson, Thiago Heleno e Fernandinho; Ramires, Charles (Kerlon), Wagner e Maicosuel; Roni e Alecsandro
Técnico: Ivan Izzo

Cartões amarelos: Toró e Souza (Flamengo); Charles e Ramires (Cruzeiro)

(Esse material está liberado para reprodução. Os órgãos de imprensa devem citar o Site Oficial do Cruzeiro como a fonte da informação).

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

CRUZEIRO ENCARA FLAMENGO


Da Toca II

Thiago Prata

Embalado pela vitória de 2 x 0 sobre o Grêmio no último domingo, o Cruzeiro vai ao Rio de Janeiro em busca de seu 15° triunfo no Campeonato Brasileiro. O compromisso será diante do Flamengo, na quarta-feira, às 20h 30, no Maracanã, em partida adiada da 16ª rodada da competição.

O jogo que ocorreria no dia 3 de agosto teve de ser remarcado devido aos Jogos Pan-Americanos. Atualmente, a Raposa ocupa a vice-liderança do Brasileiro, com 45 pontos em 24 embates, dos quais a equipe venceu 14, empatou três e perdeu sete.

O ataque estrelado marcou 56 gols e é de longe o mais eficiente entre os 20 participantes. Já a defesa, que levou 38 no total, mostrou grande evolução no returno. Nas ultimas seis disputas, sofreu apenas cinco tentos, média de 0,83 tomados a cada 90 minutos.

O confronto de quarta-feira está sendo visto pelo Cruzeiro como a chance de aumentar a vantagem que tem sobre o Santos, que aparece logo atrás, com 42 pontos, e consolidar de vez a vice-liderança do campeonato. Só depois de concretizar esse objetivo é que a Raposa partirá para a briga direta pelo título com o primeiro colocado São Paulo, que tem 54.

"Não diria que é o jogo da aproximação do São Paulo, mas sim para distanciarmos do terceiro colocado. Isso seria o mais correto. Nossa equipe tem que se preocupar em ficar bem perto da Libertadores e um pouco mais para frente buscar o São Paulo, até porque vamos ter o confronto direto e eles vão ter dois clássicos", resumiu o atacante Alecsandro.

O meia Wagner bate na mesma tecla. "É a oportunidade de darmos um passo muito bom na tabela porque a gente pode distanciar seis pontos do terceiro colocado e ficar a seis pontos do líder. Se fizermos o nosso dever, depois pensamos no São Paulo. Antes temos que distanciar de quem está atrás para ter uma certa tranqüilidade", disse.

Por conta disso, o técnico Dorival Júnior espera que seu grupo tenha em mente a importância de um resultado positivo na quarta-feira. Ele cumprirá o quarto jogo da suspensão de 120 dias imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O recurso do Cruzeiro à sentença será julgado pelo tribunal pleno na tarde de quinta-feira.

"Nossa meta de agora é o Flamengo. Não podemos pensar de uma maneira diferente e temos de focar na sua totalidade em busca da vitória. Claro que nosso time vem evoluindo, o que é importante, mas o campeonato é longo. Da mesma maneira que conseguimos uma recuperação e nos mantemos entre os quatro primeiros, isso tudo pode vir por terra caso deixemos de pontuar em algumas rodadas", afirmou.

O adversário possui 29 pontos, no 16° posto na tábua de classificação, e briga para se afastar da zona de rebaixamento. Além disso, vem de uma derrota para o Internacional, por 3 x 0, em Porto Alegre. Motivos que, para o treinador celeste, podem se tornar uma dificuldade a mais ao elenco da Toca da Raposa no Maracanã.

"Temos que jogar de uma maneira segura. Não podemos nos resguardar em excesso, e não deixar de atacar, que é o ponto forte da equipe. Com calma, teremos 90 minutos para decidirmos o placar. O importante é se preparar ao extremo a fim de que tenhamos capacidade de render tudo que esteja guardado para essa partida", ressaltou.

Na história do confronto entre Cruzeiro e Flamengo, o equilíbrio prevalece. Em 65 partidas, o time celeste venceu 22, empatou 21 e perdeu 22. Seu ataque anotou 85 gols, enquanto a defesa levou 88. O primeiro jogo aconteceu em 23 de setembro de 1923 e terminou em 3 x 3, pela Taça 20 de Setembro, em Belo Horizonte.

Em disputas do Campeonato Brasileiro, a vantagem é da Raposa, que tem 12 triunfos, contra dez do adversário. Foram dez empates. No dia 7 de novembro de 1971 ocorreu o embate inicial entre ambos. O placar final foi 0 x 0, no Maracanã. Na última vez em que se encontraram, o oponente ganhou por 1 x 0, em 21 de setembro do ano passado.

O maior placar de ambos no confronto é de 6 x 2. Em 3 de fevereiro de 1966, a equipe mineira levou a melhor em amistoso realizado em Belo Horizonte. O troco do Flamengo veio quase 40 anos depois, no dia 19 de dezembro de 2005, na competição nacional.

Times

Em relação à vitória sobre o Grêmio, técnico Dorival Júnior conta com o retorno do lateral-direito Jonathan, o zagueiro Emerson e o meia Wagner. Este havia sido poupado por desgaste físico, enquanto os outros dois cumpriram suspensão pelo terceiro cartão amarelo.

Com o desfalque do atacante Marcelo Moreno, convocado para a seleção da Bolívia, Roni volta a ser titular e capitão. O atleta não inicia um jogo desde o dia 12 de agosto, no triunfo de 2 x 1 em cima do América-RN.

No Flamengo, o meia Roger foi afastado para fazer um trabalho de recondicionamento físico. Já o companheiro de posição Ibson desfalca o time por conta de um problema no tornozelo direito. Toró será o único armador no meio-campo.

FLAMENGO X CRUZEIRO

Motivo: 16ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 12/09/2007 (quarta-feira)
Local: estádio Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Horário: 20h 30
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Transmissão: Pay-per-view

Flamengo
Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Rômulo, Jaílton, Cristian e Toró; Renato Augusto e Souza.
Técnico: Joel Santana

Cruzeiro
Fábio; Jonathan, Emerson, Thiago Heleno e Fernandinho; Ramires, Charles, Wagner e Maicosuel; Roni e Alecsandro
Técnico: Ivan Izzo

(Esse material está liberado para reprodução. Os órgãos de imprensa devem citar o Site Oficial do Cruzeiro como a fonte da informação).

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Titulos

RELAÇÃO DOS TÍTULOS DO CRUZEIRO

COMPETIÇÕES INTERNACIONAIS

CAMPEÃO
Copa Libertadores da América 1976, 1997
Supercopa dos Campeões da Libertadores da América 1991, 1992
Recopa Sulamericana 1998
Copa Ouro 1995
Copa Master da Supercopa 1995

VICECAMPEÃO
Copa Intercontinental 1976, 1997
Copa Libertadores da América 1977
Supercopa dos Campeões da Libertadores da América 1988, 1996
Recopa Sulamericana 1992, 1993
Copa Mercosul 1998
Copa Master da Supercopa 1992

COMPETIÇÕES NACIONAIS

CAMPEÃO
Campeonato Brasileiro 1966, 2003
Copa do Brasil 1993, 1996, 2000, 2003

VICECAMPEÃO
Campeonato Brasileiro 1974, 1975, 1998
Copa do Brasil 1998
Copa dos Campeões 2002

COMPETIÇÕES INTERESTADUAIS

CAMPEÃO
Copa Sul Minas 2001, 2002
Copa Centro Oeste 1999

VICECAMPEÃO
Copa Sul Minas 2000
Taça de Prata 1969

COMPETIÇÕES ESTADUAIS

CAMPEÃO
Supercampeonato Mineiro 2002
Copa dos Campeões Mineiros 1991, 1999
Campeonato Mineiro 1959, 1960, 1961, 1965, 1966, 1967, 1968 ,1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2003, 2004, 2006
Campeonato da Cidade 1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956
Taça Minas Gerais 1973, 1982, 1983, 1984, 1985
Copa Belo Horizonte 1960
Torneio Início 1926, 1927, 1929, 1938, 1940, 1941, 1943, 1944, 1948, 1966

VICECAMPEÃO
Campeonato Mineiro 1962, 1970, 1971, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 2000, 2005
Campeonato da Cidade 1922, 1923, 1931, 1932, 1933, 1942, 1946, 1950, 1954, 1955
Taça Minas Gerais 1975, 1976, 1979
Copa Belo Horizonte 1959
Torneio Municipal 1951
Torneio Início 1921, 1926, 1930, 1931, 1933, 1934

*A Recopa Sulamericana de 1998 foi disputada em 1999.
*A Taça Minas Gerais de 1982 foi relativa ao título da 1a fase do Campeonato Mineiro; a de 1983 ao título do 2o turno; e as de 1984 e 1985 ao título do 1o turno. Em 1984 o Cruzeiro ficou com a posse defintiva da I Taça Minas Gerais (instituída pela Federação Mineira em 1973) por tê-la conquistado por três vezes consecutivas.
*Em 1926 o Cruzeiro disputou dois Torneios Início promovidos por duas federações distintas sagrando-se campeã pela Associação Mineira de Esportes Geraes e vice pela Liga Mineira de Desportos Terrestres.

Historia

HISTÓRIA DO CLUBE

O Cruzeiro Esporte Clube foi fundado em 2 de janeiro de 1921 por desportistas da colônia italiana de Belo Horizonte com o nome de Societá Sportiva Palestra Itália. As cores adotadas, como não poderia deixar de ser, foram as mesmas da bandeira italiana: verde, vermelho e branco. O primeiro uniforme do clube foi camisa verde, calção branco e meias vermelhas. O clube foi restrito apenas à participação de elementos da colônia até o ano de 1925, quando abriu as portas para desportistas de qualquer nacionalidade.
Classe trabalhadora
Além de se caracterizar como uma equipe de descendentes de italianos, o Palestra também se destacava por possuir elementos da classe trabalhadora de Belo Horizonte. No corpo social do Palestra prevaleciam homens da profissão de pedreiros, policiais, pintores, comerciários e marceneiros, que eram os filhos dos imigrantes que vieram construir a capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, em 1894, e que herdaram de seus pais a mesma profissão.
Mudança de Nome
Em janeiro de 1942, o Brasil entrou na 2a Guerra Mundial e um decreto lei do governo federal impediu o uso de termos das nações inimigas em entidades, instituições, estabelecimentos, etc. Com isso, o nome Itália foi retirado e a diretoria e os sócios do clube levaram 10 meses para criarem um nome e um novo símbolo para o clube que fosse totalmente brasileiro. Em outubro, um consenso dos diretores aprovou o nome Cruzeiro Esporte Clube por ser a constelação do Cruzeiro do Sul o maior símbolo da pátria brasileira. O uniforme também mudou para camisa azul, calção e meias brancas.
Força do Futebol Brasileiro
Com o tempo, o Cruzeiro foi se destacando como uma força do futebol brasileiro e, atualmente, com 7 títulos internacionais é o clube brasileiro que mais possui conquistas em competições de caráter oficial organizadas pela Confederação Sul Americana de Futebol: duas Taças Libertadores de 1976 e 1997; duas Supercopas de 1991 e 1992; uma Recopa em 1999; uma Copa Ouro em 1995 e uma Copa Master em 1995. No âmbito nacional, o Cruzeiro sagrou-se seis vezes Campeão Brasileiro com a conquista da Taça Brasil de 1966, das Copas do Brasil de 1993, 1996, 2000 e 2003 e do Campeonato Brasileiro de 2003. Além destas conquistas, o Cruzeiro também é 31 vezes Campeão do Estado de Minas Gerais.
Paixão de um Povo
Por ter se caracterizado como um clube dos trabalhadores, o Cruzeiro não poderia deixar de ser a paixão de todo o povo do estado de Minas Gerais. Segundo uma pesquisa realizada por um dos institutos de pesquisa mais abalizados no país, o Datafolha, para a Revista Placar no mês de novembro de 2002, o Cruzeiro é a primeira torcida do Estado. A massa celeste detém o dobro do 2º colocado e é a 4ª maior torcida da região sudeste.